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27 de dez de 2012

Suor excessivo nas mãos e nas axilas conta com tratamento seguro e eficaz

Este problema, conhecido como hiperidrose primária, manifesta-se em 1% da população mundial Pode causar grandes constrangimentos na vida social e profissional dos portadores, levando-os a ter dificuldade para conseguir e manter empregos e relações amorosas. Felizmente, já pode ser tratado com uma cirurgia minimamente invasiva até no setor público de saúde em todo o Brasil.

O suor é fundamental para os seres humanos. Uma de suas funções é regular a temperatura do corpo. Isso ocorre desta forma: o hipotálamo percebe o aumento da
temperatura corporal e envia o “aviso” às glândulas produtoras de suor, que o lançam na
pele e, ao evaporar, leva consigo o calor. Suar no corpo inteiro quando faz calor e/ou ao se praticar atividade física é normal, porque a temperatura corpórea aumenta. Suar muito em regiões localizadas, em qualquer situação, não é normal. Pode se tratar de hiperidrose primária, uma alteração do sistema regulador do suor, no hipotálamo, cuja causa ainda é desconhecida, que leva as pessoas a suarem demais nas mãos, axilas, planta dos pés e face. Vale destacar que existe também a hiperidrose secundária, causada por doenças como o hipertiroidismo e o câncer de próstata e pelo uso de alguns medicamentos.

A hiperidrose primária pode causar grandes constrangimentos na vida social e profissional dos portadores, levando a dificuldade para conseguir e manter emprego e relacionamentos amorosos, já que, muitas vezes, o simples ato de cumprimentar alguém pode se tomar um martírio, pelo fato de suas mãos estarem frequentemente muito suadas. Tudo porque, em situações de ansiedade e/ou nervosismo, por exemplo, seu cérebro manda um estímulo exagerado às glândulas sudoríparas e elas produzem suor em excesso, o que agrava a situação adversa em que já se encontram.

Estima-se que 1% da população mundial tenha hiperidrose primária. Ela ocorre em todas as raças, mas é um pouco mais comum em asiáticos e judeus. Em geral inicia-se na infância e se agrava na adolescência.

Quem sua demais nas mãos, axilas, pés e face deve consultar um cirurgião torácico e fazer uma avaliação. O mesmo vale para quem se tratou com outras técnicas e não conseguiu o resultado que desejava. Boa alternativa no setor público, para quem não tem seguro-saúde, é buscar um cirurgião torácico no Departamento de Cirurgia das Faculdades Estaduais e Federais existentes na capitais e em grandes cidades. Algumas até contam com serviço específico de hiperidrose.

O diagnóstico do problema é clínico, ou seja, o cirurgião conversa com o paciente com o objetivo de traçar um histórico do caso e caracterizar a hiperhidrose primária. É fundamental, claro, descartar as causas da hiperidrose secundária.

O tratamento definitivo para a hiperhidrose palmar e axilar é a simpatectomia torácica. Trata-se de um procedimento minimamente invasivo e seguro, que é feito em hospital por videocirurgia. Consiste em realizar dois cortes de menos de 1 centímetro na região das axilas, pelos quais entram os instrumentos necessários para a secção de uma cadeia de nervos (cadeia simpática) no tórax. Geralmente o paciente fica internado só um dia. A eficácia no tratamento da hiperidrose palmar chega a 98%.

Mas há um efeito colateral da cirurgia que é a sudorese compensatória, ou sudorese reflexa, que pode ocorrer em qualquer pessoa que a realize. Consiste no aumento da quantidade de suor em outro local do corpo, abaixo do nível onde foi seccionada a cadeia simpática. Muitas vezes se torna um incômodo, mas que se pode controlar com medicamentos.

Fonte: Revista Caras de dezembro de 2012
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